Movimentos sociais de Altamira e região chamam atenção para o que consideram um "desastre ambiental e social" anunciado.

Em
Altamira na região do Xingu no sudoeste do Pará, Manifestante protestaram durante
a quinta-feira (4) contra a empresa Belo Sun. Os grupos de Movimentos sociais se
reuniram durante a ultima quinta feira (04/11) na feira literária do Xingu (FLIX),
que aconteceu na orla da cidade na Casa de Memória do Xingu.
Os Movimentos
sociais aproveitaram o evento para protestarem contra a instalação da
mineradora canadense - Belo Sun, nas proximidades do Rio Xingu. O projeto de
mineração “Volta Grande” da empresa canadense Belo Sun previsto para ser instalado na cidade vizinha de Altamira, Senador José
Porfírio, no Pará, na Volta Grande
do Xingu.
A empresa Belo Sun Mineração Ltda, subsidiária brasileira da Belo Sun Mining Corporation, pertencente ao grupo Forbes & Manhattan Inc., um banco mercantil de capital privado, pretende garimpar cerca de 117,83 toneladas do minério, com previsão de 2 anos para a implantação, 12 anos de produção, 2 anos para fechamento e 8 anos para o monitoramento e descomissionamento final, totalizando 24 anos.

Estudo Indígena: ainda esse ano a Belo Sun concluiu e submeteu com
sucesso o Estudo Indígena (o "Estudo") à FUNAI (Fundação Nacional do
Índio) que foi determinado como aceitável ("Apto") pela FUNAI para
sua apresentação às Comunidades Indígenas do entorno.
A empresa ressalta em seu site
que; medida que avança de forma consciente, entende e respeita
que haverá opiniões diferentes sobre projetos de mineração e haverá estratégias
para avançar nessas visões. Acreditamos que o projeto ouro volta grande trará
benefícios positivos para as comunidades locais, Comunidades Indígenas,
município e região, ao mesmo tempo em que garante um bom cumprimento ambiental,
oportunidades ambientais positivas e criará amplos benefícios econômicos,
tornando-o um projeto digno de apoio de todos os grupos.
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O projeto "Projeto Volta Grande" de exploração de ouro está localizado a apenas 10,7 km da barragem principal da Usina Hidrelétrica Belo Monte, de forma que praticamente toda a área de influência se encontra sobreposta à Área Diretamente Afetada (ADA) da usina e pretende ser a maior mina de ouro a céu aberto do Brasil.
De acordo Rosana Miranda, integrante da ONG Amazon
Watch, que faz parte de um grupo de organizações que
vêm denunciando a inviabilidade socioambiental do projeto Belo Sun. Em
entrevista IHU On-Line, menciona os efeitos que
o projeto de mineração poderá causar na região, especialmente por estar muito
próximo de outro grande empreendimento, Belo Monte, que gerou inúmeros problemas socioambientais em Altamira e na Volta Grande
do Xingu.
“Há graves lacunas no processo de licenciamento do projeto da Belo Sun, que oferece informações contraditórias e minimiza os impactos de sua operação. Aponta Rosana Miranda”.
De
acordo com ambientalistas, e movimentos sociais, Movimentos Xingu Vivo presentes
no evento que aconteceu em Altamira entre os dias 3,4 e 5. Afirma que; a
barragem de rejeitos do Projeto Volta Grande é de maior risco socioambiental.

Devido
a uma mistura entre água e sólidos moídos, que forma uma espécie de lama cujo volume
chegará a 35 milhões de metros cúbicos e todo esse material não pode ser
descartada na natureza. Além disso, a possibilidade de rompimento dessa
barragem, que não foi desenhada sob nenhum critério de segurança sísmica.
Atualmente,
a licença de instalação de Belo Sun, outorgada pela SEMAS, está suspensa pelo
TRF1 em função de impactos nos territórios indígenas.
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